Dia 3 do Desafio: O Silêncio Que Mora no Horizonte
No terceiro dia do meu desafio, coloquei para mim mesma uma missão diferente. A proposta era fotografar o horizonte e brincar com o contra-luz, duas situações que exigem mais do que técnica. Exigem quietude.
O dia estava nublado. Daqueles em que o céu vira um enorme papel vegetal, mais uniforme, sem drama, sem espetáculo. À primeira vista, parecia a pior condição para criar algo interessante, mas talvez isso fosse justamente o ponto. O minimalismo não nasce do excesso, e sim da falta.
Montei o tripé, e enquanto ajustava o enquadramento, percebi aquele galho seco, avançando pelo ar. Ele parecia um gesto congelado. E, ao mesmo tempo, uma espécie de ponte entre o que está perto demais para ignorar e o que está longe demais para tocar.
O fundo branco e suave do céu nublado transformou o galho em uma espécie de desenho vivo, uma linha fina que conduz o olhar para fora do quadro, para o lugar onde o horizonte começa. Foi ali que o contra-luz fez sentido. Ele retirou os detalhes, deixou só a estrutura, a forma, aquilo que realmente define o que estamos vendo.
O preto e branco veio depois, mas parecia inevitável. As cores só atrapalhariam a conversa entre o galho e o vazio ao redor. Sem elas, a fotografia ficou mais honesta, mais direta, mais fiel ao que senti ao apertar o disparador: uma mistura de simplicidade, silêncio e um respeito profundo por aquilo que não precisa se exibir para existir.
Às vezes o horizonte não oferece respostas. Ele apenas continua. E é nesse continuar que a câmera encontra a sua própria forma de respirar.
Ficha técnica – EXIF da fotografia
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Câmera: Canon EOS Rebel T7
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Lente: 24mm
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Abertura: f/22
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Velocidade: 1/30s
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ISO: 400
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Modo de medição: Média central
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Tripé: Sim
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Pós-processamento: Conversão para preto e branco, ajustes de contraste e textura

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